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O que é um SIG? respostas comuns Desconstrução do SIG Teoria do SIG
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O que é um SIG? respostas comuns

Respostas à questão "o que é um SIG?"

As respostas encontradas na literatura técnica se aventuram muito pouco além de descrições de tipo operacional, que no máximo expõem ou a funcionalidade do sistema, ou sua estrutura tecnológica, ou as classes de aplicações que o sistema atende. Como se a funcionalidade, a estrutura ou a aplicação do sig pudessem dar, individualmente ou mesmo em conjunto, uma resposta satisfatória à questão “o que é um SIG?”. Assumindo, portanto, que estas simples categorias de pensamento sobre a aparência do sistema, o sig, seriam aquelas necessárias e suficientes para se dizer o que é um SIG.

Assim sendo, as respostas que se contentam com o reconhecimento das funções que o sistema pode oferecer, se enquadram perfeitamente na ideologia fundada, na década de 1940, pela Cibernética, que transposta para as diferentes disciplinas da ciência moderna, se institucionalizou como o modelo da “caixa-preta”; ou seja, qualquer sistema pode ser entendido como uma “caixa-preta”, onde só nos interessa seu comportamento. Em outros termos, basta sabermos que a partir de certas “entradas” na “caixa-preta”, são produzidas determinadas “saídas”. A partir daí podemos, através da identificação destas relações de transformação de entradas em saídas, descrever processos ou funções do referido sistema, e, portanto, responder de maneira bastante utilitarista à questão “o que é um sistema?”.

As respostas com base na descrição da estrutura do sistema, poderiam eventualmente se aproximar mais da essência do SIG, especialmente se adotassem uma idéia de estrutura como concepção “de chegada” e não “de partida”. Se, ao invés de aceitar a estrutura tecnológica do sig como a mesma do SIG, buscassem uma estrutura que reconheça o SIG como algo em processo de constituição. Ou seja, não como algo dado de antemão, a exemplo do sig com sua estrutura tecnológica (software, bases digitais de coordenadas e de atributos, e hardware).

Voltando às respostas que buscam definir o que é um SIG, encontramos ainda àquelas que se voltam para suas possíveis aplicações, estabelecendo assim uma relação exaustiva de espécies de Sistemas de Informação, tanto as classificadas dentro como as fora do gênero SIG. Estas respostas sofrem dos mesmos males que assolam qualquer tentativa de enquadrar um objeto, segundo um sistema classificatório: radicalização da antinomia entre sujeito (classificador) e objeto (classificado); dificuldade na identificação dos parâmetros relativos às características básicas, ou aos critérios para classificação; e, arbitrariedade no tratamento das espécies híbridas, ou de “uso geral”, tão comuns nos sistemas baseados na informática.

Todas as respostas pecam pela concentração exclusiva sobre o objeto tecnológico em si, o sig, como se este fosse o “Sistema”, o SIG. Talvez a intensa pressão dada pela visão mercadológica de “produtos” classificados sob o rótulo de “Sistema de Informação Geográfico(a) (SIG)” ou “Geographic(al) Information System (GIS)”, seja a principal justificativa para este enfoque reducionista do SIG ao sig. Cabe aqui uma observação que não se deixa facilmente transparecer no título do SIG, em seu original em inglês.



Veja algumas citações da literatura técnica: Definições de SIG




Categoria: Teoria do SIG

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